quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O primeiro dia do primeiro mês do ano

Há um mês atrás, precisamente no dia 1 de Dezembro, escrevi este post. 4 dias depois, escrevi este. E hoje venho fazer o "balanço" deste último mês! Vamos lá por pontos, que é mais fácil:

Família: Mandei a família menos chegada pastar e passei um Natal muito mais tranquilo, sem me chatear nem entrar em stresse. Se eles não gostaram? Pois é provável, mas cheguei a um ponto da minha vida (e da minha saúde mental) que quero lá saber dos outros.

Poupança: Não poupei devido a despesas inesperadas (como sempre), mas pelo menos consegui chegar ao fim do mês sem dever nada a ninguém e com comida em cima da mesa. Comemos fora uma única vez, porque o marido insistiu e foi ele que pagou do bolso dele - temos contas bancárias separadas para as despesas da casa e dos filhos e para as nossas despesas pessoais, assim ninguém se chateia!

Mudanças no blog: Estão pensadas e estruturadas, agora preciso é de perceber se quero mesmo implementá-las; por um lado quero, por outro tenho receio de desistir a meio e acabar por ser mais um assunto inacabado por estas bandas.

Sobre o crochet: Terminei a mantinha que tinha em mãos e fiz 7 presentes de Natal (entre golas e cachecóis) só com fios que já tinha em casa. Ainda não encontrei um projecto que me deslumbre e me permita acabar com tantos fios diferentes, mas não perdi a esperança!

Organização e destralhamento: Dei destino a mais de 60 sacos de coisas que já não nos interessavam (perdi a conta a partir dos 60, mas foram mais uns quantos!); consegui organizar minimamente a cozinha, o meu quarto, incluindo roupeiro e cómoda, o quarto do meu filho, também incluindo roupeiro e cómoda, a sala, a entrada e um wc que é/era usado como arrecadação. Não cheguei ao escritório nem ao quarto da minha filha, mas esses já foram bastante destralhados quando pintámos a casa, por isso não estou nada preocupada.

Concluindo, acho que tive um dos melhores meses de Dezembro da minha vida. Aprendi que funciono muito melhor se não quiser ser perfeita; aprendi que há espaço (e tempo) para respirar; aprendi que, desde que não fique parada a ver os dias passarem, as coisas podem ser feitas; aprendi que gosto muito de planificar os meus dias e ter tudo escrito, para não me perder e não perder tempo; aprendi que tudo isto só depende de mim.

Aprendi também que vocês estão aí e que são uma enorme força motivadora; e que, se precisar de soltar umas lágrimas, os vossos abracinhos virtuais podem fazer toda a diferença. Por isso (e prometo que vou parar com os agradecimentos, que também já devem enjoar),

OBRIGADA!!!!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

26 de Agosto de 2014

Afinal, tomei uma resolução para 2015. Mas para a perceberem, resolvi publicar aqui um texto que escrevi no dia a seguir ao meu aniversário em 2014. Aviso já que é longo, bastante longo; e chato; e melancólico; e um disparate; e mais vale passarem à frente.

"26 de Agosto de 2014

Dia do meu aniversário. 40 anos, 4 décadas de vida. Acordo pouco antes das 8h da manhã, com o som de um camião a entrar demasiado depressa na rua onde moro. Encolho-me toda na cama, enquanto penso que é desta que vou ficar sem carro, porque o camião vai chocar contra ele. Fico à espera e sinto que o camião trava bruscamente. Boa, o carro safou-se. Relaxo os músculos e deixo-me ficar na cama por mais alguns minutos.

Levanto-me pelas 8h20m e dou conta da minha única resolução para este dia: encarar a balança e a fita métrica. Sempre fui gorda. Já por várias vezes tentei perder algum peso. Numa delas consegui, despachei 18 kgs! Mas a mente atraiçoa-me sempre e entretanto já recuperei os quilos perdidos e ainda lhes juntei mais alguns. Efeitos de não conseguir lidar com o facto de deixar de trabalhar e da depressão que se instalou.

Peso-me, meço-me e assusto-me. A balança marca 91,6kg. A fita métrica mostra-me uma cintura descomunal (ou melhor, inexistente, já que se confunde com a barriga). É desta. É desta que tenho de começar a prestar atenção a mim própria. E é com este pensamento que me dirijo até à cozinha.

Tomo o pequeno-almoço, coisa que não costumo fazer: uma taça de iogurte grego magro com muesli. De seguida, um café e um cigarro. E penso que, além de perder peso, também tenho que deixar de fumar. Mas isso... Fica para outra altura.

Ontem pesquisei vídeos de exercícios na internet. Penso em começar, mas fico-me pelo pensamento. Vejo as notícias da manhã na tv e entretanto acorda o filho. Está eufórico, do alto dos seus 5 anos. Dá-me os parabéns no meio de muitos abraços e miminhos. Fica sério e diz que não tem nenhuma prenda para mim. E eu digo-lhe, com um sorriso, que não faz mal - bastam os seus miminhos, os beijinhos, os abracinhos. Ele agarra-se outra vez a mim, com mais parabéns e abracinhos. Dou-lhe o pequeno-almoço.

Entretanto, acorda o marido. Tomamos outro café, fumamos outro cigarro. Decidimos não fazer nada de especial, não há dinheiro nem vontade. Ele vai ao centro de saúde marcar uma consulta. Eu continuo na cozinha, a ver tv, metida com os meus pensamentos. Só sei que hoje não quero cozinhar nem aborrecer-me. O filho entra na cozinha e pergunta pelo bolo de anos. Eu respondo que não vai haver bolo, porque eu não ligo nenhuma ao dia dos meus anos. Ele fica triste, mas não reclama. Já ei fico com uma sensação de culpa enorme.

Abro o frigorífico e está lá uma massa quebrada. Acabo por ceder e faço uma tarte de laranja com merengue.

Chega o marido. Outro café, outro cigarro. Penso outra vez que devia ir fazer algum exercício. Em vez disso, enfiamo-nos os dois na cama, a ver tv. Ele adormece. Eu começo a achar que este é um dia de aniversário muito estúpido, mas enfim.

Chega a hora do almoço. Eu mantenho-me fiel à minha ideia inicial e nem me mexo. Ele lá se resolve a ir buscar um frango assado. Almoçamos. Comemos uma fatia de tarte cada um como sobremesa. O telemóvel toca quando estamos à mesa e nem me levanto, não ligo nenhuma. Já sei que ou é o meu pai, ou é o meu irmão. Mais ninguém se lembra que é o meu aniversário. E mesmo assim... O meu pai lembra-se porque a agenda lhe diz. O meu irmão lembra-se porque o pai lhe telefona a lembrar.

Depois do almoço, eles os três (marido, filha e filho) atrelam-se aos computadores. Podíamos ir à praia, mas está vento. Eles aproveitam-se da desculpa para não perderem uma tarde no computador. Eu rendo-me, que remédio. Passeio pelos blogs, pelo Pinterest. Não vou ao Facebook há meses e assim pretendo continuar. Estou farta das hipocrisias dos supostos "amigos". Acabo por agarrar neste caderno e começar a escrever, sem rumo. Mais uma vez penso que devia começar a fazer algum exercício. Quem sabe, o dia ainda não acabou. A ver vamos.

Perto das 17h desço. Vou à cozinha, mais um cigarro. Penso outra vez no exercício, mas em vez dele como um gelado. Sinto-me culpada e atiro-me às bolachas, enquanto a culpa aumenta exponencialmente. O marido desce também para fumar. Pergunta-me o que quero fazer, eu encolho os ombros. Irrita-me esta postura dele, de empurrar todas as decisões para mim. Ficamos neste impasse alguns minutos, até que resolvo ir deitar-me, descansar a cabeça que já dói, talvez até fechar os olhos.

19h30m. Levanto-me, a cabeça melhorou. Na cozinha, café e cigarro. Vejo o My Kitchen Rules, na Fox Life. Jantar? Pão com frango desfiado e ovos mexidos. Aguentem-se, porque eu cá tive um dia de anos de cão. No final, mais uma fatia de tarte, mais um café, mais um cigarro. Ele arruma a cozinha. Pelo meio, chateio-me com a filha, que me dá uma resposta torta e arrogante, como se tivesse o rei na barriga e o mundo inteiro girasse à volta dela.

Subo. Para não passar o serão a magicar em tudo isto, resolvo fazer uma bolsinha em crochet. Fica gira, muito gira. Mas não faço ideia para que é que vai servir. Aliás, como quase todas as outras coisas que já fiz. E todas as que ficaram a meio também.

Neste final de serão de dia de aniversário, percebo aquilo que já sabia há muito: estou só, isolada, triste, deprimida. O telefone tocou duas vezes em todo o dia - o meu pai e o meu irmão. Apenas porque é de praxe dar os parabéns e o telemóvel avisa. Não me vesti. Não saí de casa. Não comemorei. Um dia igual a todos os outros. Doeu. Doeu muito. Não que eu ligue ao aniversário, mas custa-me ser invisível aos olhos daqueles a quem já dei tanto (incluindo amigas que já não o são,  porque deixei de ser interessante quando deixei de trabalhar).

Paciência. Amanhã será um outro dia, provavelmente igual a hoje."

Se por acaso houver por aí alguma resistente que tenha tido a coragem e a paciência de ler este chorrilho de disparates, informo que este texto foi escrito na minha pior fase. Que, felizmente, já passou.  E a minha resolução para 2015 é simples:

NÃO ME PERMITIR VOLTAR A SENTIR-ME ASSIM. NEM QUE TENHA QUE 
PASSAR COM UM TRACTOR POR CIMA DE ALGUÉM
 (metaforicamente falando, claro)

2014: Vai-te embora, ano dos infernos!!!

Desculpem lá o título, mas não consigo pensar noutro por mais que queira.

2014 foi um dos meus piores anos, apenas ultrapassado por 2011, ano em que fui obrigada a deixar de trabalhar. Senão, vejamos...

Perdi um dos meus cães, que se tornou uma estrelinha no céu e que muita falta me faz. Era um pastor alemão lindo, meiguinho, que só queria brincadeira; mesmo no seu último dia, já bastante doentito, não parou de pular à minha volta. Eu nem queria acreditar quando umas meras duas horas depois lhe fui dar comida e o encontrei caído para o lado :(

Tivemos despesas atrás de despesas, daquelas bem inesperadas e nenhuma delas baratinha; sinceramente, não sei como é que conseguimos chegar ao dia de hoje com todas as contas pagas e comida em cima da mesa.

A minha saúde mental andou pelas ruas da amargura durante uns bons meses; e aqui tenho que fazer um parênteses e agradecer-vos, porque houve uma altura em que só o blog me conseguia animar um bocadito que fosse.

A minha casa ficou abandonada, graças ao ponto anterior. Felizmente, neste último mês do ano recuperei e a casa já se começa a parecer mais com um lar, em vez de uma pocilga. Para quem tem como única responsabilidade cuidar dos filhos e da casa, esta situação deitou-me imensamente abaixo também.

E mais umas quantas coisas, que não me apetece estar para aqui a escrever.

Para 2015, não faço planos nem assumo resoluções... Tenho alguns objectivos que gostaria de atingir, mas falarei sobre eles ao longo do ano, se for caso disso. De resto, só peço saúde e já agora, menos despesas inesperadas.

E tenho plena noção que há muitas pessoas bem piores que eu. Mas não me tira o direito de querer ver 2014 pelas costas, pois não?

Fonte

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O marido decidiu!


Por isso, está decidido, lol! E o que é que ele decidiu???

Pois que cá por casa o ano acaba hoje, pelo menos no que a festividades diz respeito. Tudo porque amanhã ele vai trabalhar e eu já tinha decretado que não ia mexer uma palha, porque não ligo nenhuma à passagem de ano e a minha filha também não.

Vai daí, enfiou-se ele no carro, foi comprar uma sapateira e um nico de camarões, voltou para casa, fez o recheio da sapateira e... Vai ser o jantar, lol! Quanto a doces... Não fiz nada. Talvez amanhã, mas não estou com grande vontade, só se os filhos insistirem muuuuuuuuuito!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Quer-me parecer...

... Que hoje abusei. Tal como já disse ontem, eu cá não sou menina de ir à cama por causa de uma simples gripe.

Por isso, ontem deu-me a maluqueira e resolvi cortar o meu cabelo, que já andava a precisar. Ficou giro, sim senhora, mas devo ter estado tempo a mais com o cabelo molhado; resultado, nariz ainda mais entupido, garganta ainda mais seca, espirros e tosse como se tivesse endoidecido e dores no corpo que mais parece que levei uma verdadeira tareia.

Não satisfeita, hoje de manhã toca de ir para o supermercado, aproveitar promoções e cupões de desconto. Chegada a casa, arrumei tudo.

Almoços para todos e... "oh marido anda cá, que preciso de uma ajudinha"; enfiei-me(nos) na sala - saíram de lá mais uma série de sacos de lixo (não os contei nem fotografei, sorry!), uma mesa de centro que já só estava num canto a ocupar espaço e um aparelho de ginástica que nem nunca tinha sido usado. Pronto, já tenho espaço onde fazer exercício (agora falta ter fôlego, porque com a gripe tá mesmo difícil).

A seguir enfiei-me outra vez no WC/arrecadação; mais papéis e papeladas que não interessavam a ninguém para o papelão. E ainda há muitos mais para irem!

Pelo meio, levei o filho ao parque e a dar uma voltinha de trotinete.

Agora... Ainda estou pior que ontem; da gripe, claro. Mas ao menos tenho a sala como quero, o filho brincou e o wc lá vai andando... A grande questão neste momento é descobrir que raio hei-de fazer para desentupir o nariz, já que não há gotas, vapores, vick ou o raio que me parta que funcione. Por este andar acho que é hoje que passo a noite acordada só para ter a certeza que respiro!!!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Ora digam-me lá uma coisinha...

Já que eu não sou pessoa de ir à cama a não ser que esteja mesmo às portas da morte, vim para o pc organizar receitas. E surgiu-me uma dúvida, daquelas bem parvinhas, hahahaha!

E qual é a dúvida?? Pois a dúvida é perceber como é que hei-de categorizar as receitas. As meninas que usam dossiers, caixinhas, fichinhas, caderninhos e afins não se importam de me dizer quais são as categorias/divisórias que têm???

É que eu já estou p'ra aqui a fazer um filme tal que não tarda tenho mais categorias que receitas, lol!

Com uma gripe gigantesca

Fonte

Mais uma prenda de natal atrasada, pelos vistos; estou que não me aguento, dói-me tudo, espirro que nem uma doida, tenho frio até aos ossos e mal consigo ter os olhos abertos.

A filha está igual; o filho engripado está, mas esse... quanto mais doente, mais energia tem - sempre gostava de saber qual é a fórmula mágica, ia-me dar muito jeitinho!! E o marido não está, mas não deve demorar muito a ficar. Só espero é que eu melhore antes dele piorar, senão isto vai ser lindo.

E logo esta semana, que queria preparar uma série de coisas para o início do ano... Em casa, no blog e em relação a mim própria! Ora bolas.

sábado, 27 de dezembro de 2014

...

Fonte

Se bem que por aqui está difícil das desgraças acabarem... Ou pelo menos darem uma trégua!!!
Desculpem lá o desabafo de há bocado...

Fonte

Podem ficar descansadas que não vou cometer nenhuma loucura (a não ser, talvez, enfiar dois comprimidos goela abaixo, tal é a dor de cabeça).

E obrigada pelas vossas palavras :)

Ora toma lá, que é para acabares o ano em beleza...

Depois de muito esforço, estava eu toda contentinha porque consegui esticar o orçamento deste mês até ao fim e com jeitinho ainda iam sobrar uns euritos... Poucos, mas iam...

Pois. No passado. No passado, porque entretanto chegou a "prenda de natal" para mim e para o marido; eu estava esperançada que ela não chegasse este ano, mas enfim... Chegou. E o que é a nossa prenda de natal, perguntam vocês??? Uma despesa, pois claro! Se não fosse uma despesa é que eu me admirava... E daquelas jeitosas, jeitosas :(

A bela da caixa de velocidades da carrinha. Por enquanto a dita ainda mexe, mas não dura muito mais e o marido está sujeito a partir a caixa a qualquer momento. O veredicto do mecânico??? Pois que uma caixa de velocidades - só a caixa, sem mão de obra nem possíveis outras peças que possam ser necessárias para a montagem - em 2ª mão, nunca custará menos de... 1750€, e é se tivermos sorte. E olhem que o mecânico é conhecido e de confiança!

Ou seja, bem vistas as coisas, toma lá uma despesa extra de cerca de 2000€ já a abrir o novo ano... Acho que vou ali à Ponte 25 de Abril atirar-me ao rio quando o comboio estiver a passar; assim pelo menos sei que a coisa resulta, se não morrer de uma coisa, morro da outra...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Entretida...

A passar receitas para os meus cartõezinhos :) Tomem lá duas, que eu ofereço:



Estou a gostar imenso do resultado :)

Ah, e para evitar confusões, as receitas são do Guia do Bacalhau do Continente, edição deste ano!