segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mais um dia!

E este também foi bom :)

Fiz as minhas tarefas todas, comi como deve ser, bebi a minha aguinha toda e fiz o meu exercício - o desafio dos pulos e 30 minutos de power walk! Estou mesmo satisfeitinha :)

Decididamente, comigo o que resulta é mesmo um dia de cada vez, ter tudo escrito para não me esquecer de nada e não me sentar enquanto não tiver despachado todas as tarefas, lol.

Queria muito estar por aqui mais um bocadinho, mas estou no tablet e vou para a caminha ver se fico mais quentinha... Mas que gelo que anda aí!

Até amanhã!!!!

Do exercício físico

Esta semana vou começar a mexer-me. Digo eu...

Para já estou a pensar em fazer o desafio nº1 proposto pela Analycia; parece-me simples para esta primeira semana do ano, já que basta levantar o rabo da cadeira e desatar a pular...

Vamos lá ver se me aguento ou se fico pelo caminho :) Alguém me quer acompanhar?

domingo, 4 de janeiro de 2015

Sobre a semana que passou

A semana que passou foi a primeira em que utilizei a folha de planeamento semanal da agenda de 2015 para me organizar em casa.

De início estava um bocadinho apreensiva, porque orientar-me pela folha implica criar toda uma nova rotina em casa... Mas resultou!

Comecei pelas coisas da casa, as tarefas diárias, e fui seguindo por ali fora; quando dei por mim, na maior parte dos dias até o jantar já estava praticamente feito antes da hora do almoço! Obriguei-me a não fazer mais nada antes de cumprir com o que estava estipulado e correu extremamente bem; além dessas tarefas, ainda fiz mais algumas, como inventariar a arca frigorífica e o frigorífico :)

Cheguei ao dia de hoje com TODAS as tarefas feitas - incluindo a roupa engomada - e pude, por isso, dedicar-me a fazer duas refeições de forno e a descansar e passear durante a tarde, o que soube muito, mas mesmo muito bem!

Quanto à roupa, pois que está toda lavadinha, dobradinha, engomadinha e arrumadinha. E esta semana demorei uns meros 25 minutos a engomar a roupa, lol!

Em termos pessoais (a parte de trás da folha de planeamento semanal), também correu bem. Só comecei a pôr em prática aquilo a que me propus no dia 1 porque quis primeiro ver como é que lidava com as tarefas da casa, e depois juntei as "tarefas" pessoais: bebi os meus 8 copinhos de água por dia, alimentei-me como deve ser (e escrevi tudinho!) e só ainda não me atirei ao exercício físico porque a constipação não deixou. Mas de amanhã não passa, já que o mesmo está incluído nas tarefas diárias!

Fim de semana tranquilo :)

Ontem quase não vim ao pc, limitei-me a ler e publicar os vossos comentários, aos quais vou tentar responder entre esta noite e amanhã :)

Por outro lado, houve tempo para planificar a próxima semana a nível de menu e tarefas para fazer e analisar a semana que passou (falo disso mais daqui a bocadinho).

Em família, jogámos bingo, fizemos puzzles, brincámos com os gatos, brincámos com o cão, brincámos com carrinhos, vimos desenhos animados, demos uma voltinha para aproveitar o sol...

Um fim de semana muito agradável e tranquilo; a única parte chata foram mesmo as birras do filho; o miúdo, quando empaca, empaca mesmo e não entende nem por nada que o mundo não gira à volta do umbigo dele e que tem que obedecer aos pais. Deixa-me completamente doida. E depois tem alturas em que é um autêntico anjinho... Enfim.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Divagando sobre... Eu e o Crochet

Ontem, a Goldie deixou um comentário neste post que me deixou a pensar. Não é nada que já não me tenha passado pela cabeça várias vezes e até já tinha ponderado se seria boa ideia partilhar estes meus pensamentos com vocês ou se não valeria a pena, mas já que a Goldie comentou... Vou mesmo publicar este post!

Então, dizia (ou melhor, escrevia) a Goldie: "...Ah... E quando estava a ler lembrei-me: já que tens tanto jeito para o croche ( eu vi os saquinhos que fizeste ;) porque não te dedicas a fazer uma página para poderes divulgar e até vender o que fazes?? Nunca te esqueças : o Não é garantido, mas pode ser Sim:)"

E eu respondo com dúvidas, muitas dúvidas... E incertezas e angústias, ou não fosse eu quem sou! Começando pelo princípio:

Eu não acho que faça crochet assim tão bem, embora a verdade seja que muito provavelmente consigo fazer quase tudo o que me apareça à frente, desde que tenha um esquema ou instruções escritas; e também já fiz várias coisas só a partir de fotos. (Isto não é fácil... Distanciar-me emocionalmente e auto-analisar as minhas capacidades). Logo, até já passei pela experiência de ter uma página e divulgar o que ia fazendo na altura, mas depois faltou-me a motivação; também não tenho veia comercial, logo custa-me imenso "vender" aquilo que faço, ou seja, dar a conhecer, impor-me no mercado, etc.

A falta de veia comercial até poderia ser superada se tivesse uma boa rede de amigos/contactos, quer a nível pessoal, quer a nível virtual... O que não tenho, como já se deve ter tornado evidente, lol!

Depois, os bons fios são caros... Para conseguir alguma visibilidade, teria certamente que investir bastante em fios, para conseguir criar peças originais e que chamassem a atenção.

E finalmente, o factor mais importante de todos, e que sempre foi o que mais pesou para eu não enveredar pelo crochet como uma possível fonte de rendimento - a legalidade! Quero eu dizer com isto que a minha pessoa não tem coragem de fazer seja o que for sem que tudo esteja dentro da lei. E a realidade é que, para participar numa simples feira de artesanato, é preciso largar rios de dinheiro, desde a segurança social (não estando a trabalhar, sou obrigada a abrir actividade e imediatamente começar a pagar a seg. social mensalmente) às licenças camarárias, passando por livros de facturação (não se chamam assim, mas agora não me lembro do nome nem por nada)... Ora, vivendo com o dinheiro mais que contado, é impossível fazer qualquer tipo de investimento, sem ter a certeza de um retorno.

Eu até gostava muito de conseguir ganhar algum dinheiro com o crochet, mas não consigo ultrapassar estas dúvidas/questões/obstáculos; e por esse motivo, acabo por ficar quieta no meu canto. Talvez esteja a ser pateta, ou ingénua; talvez devesse arriscar, mesmo sem ter as papeladas em ordem; mas não consigo! E também não tenho ninguém conhecido que se mexa na área do artesanato para perguntar como é que começou, por exemplo...

E depois há muitas outras questões menores, mas essas até poderiam ser ultrapassadas, acho eu. Portanto... Adorei a sugestão da Goldie, mesmo; foi um reconhecimento das minhas capacidades, o que é sempre muito importante para mim; se tivesse coragem e soubesse como contornar o que mencionei acima, aceitava-a sem pensar duas vezes; mas assim... Vou mostrando o que faço por aqui :)

Eu sou mesmo complicada, não sou???

O jantar


Filetes de peixe gato no forno com couve lombarda salteada, à qual juntei as cascas de uma maçã que tinha comido à tarde - não gosto de comer maçã com casca, mas assim, misturada com a couve, ficou bem boa! Para o resto da família, juntei umas batatinhas salteadas que tinham sobrado do almoço.

E por falar em almoço, comemos bife de frango grelhado com as belas das batatinhas salteadas e saladinha de tomate.

E ao longo do dia, fruta, iogurte, águinha e chá verde. Não me perguntem como, mas hoje portei-me muito bem. Até pensei em atirar-me à bicicleta estática, mas como ainda estou meio engripada e com tosse achei melhor ficar quieta. Uma coisa de cada vez, tal como um dia de cada vez :)

Olá, cá estou eu!!!

Estava a ver que hoje não conseguia cá vir escrever duas linhazitas!

Durante o dia fui espreitando os vossos cantinhos e publicando os comentários que deixam no meu com o tablet, mas decididamente gosto muito mais de escrever no pc, sejam posts, comentários nos vossos blogs ou respostas aos vossos comentários. E como hoje andei de um lado para o outro, estava mesmo a ver que não conseguia!

De manhã tratei da casa (de acordo com as tarefas diárias e semanais definidas nas minhas folhinhas de planeamento semanal), depois almoçámos e a seguir fomos todos ao centro comercial, para a filha "gastar" o dinheiro que recebeu no Natal. Aqui há tempos ela tinha visto umas botas que adorou na Guimarães, mas como eram carotas, não deu para comprar; hoje quis lá ir... E achou as botas em saldo!!! Lá as comprou e veio para casa toda contente.

Aproveitei e comprei também uns ténis para o filho, em saldo - os pés do miúdo crescem como se não  houvesse amanhã, é um par de ténis a cada quatro meses pelo menos, porque deixam de lhe servir  num instantinho... E pronto, acabaram-se os saldos por aqui, a não ser que me dê alguma maluqueira.

Depois de darmos uma volta pelo centro e vermos algumas montras ainda fomos fazer compras ao supermercado e voltámos para casa. Entre arrumar tudo, fazer e dar jantar e arrumar a cozinha, o tempo passou e só agora é que me consegui sentar!

Por isso esperem aí, que daqui a bocadinho já volto; agora vou ver se respondo aos vossos comentários :)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Um dia de cada vez

Já não me pesava há quase um mês! Hoje, quando acordei, resolvi sacar da balança e pesei-me, vestida e tudo. Digo-vos já que estava preparada para o descalabro total, tantas foram as asneiras das últimas semanas (e não só do Natal, lol!).

Pois. Mas das duas, uma: ou a balança está avariada, ou tenho que desatar a comer este mundo e o outro e a destralhar a casa todos os dias. O veredicto: 91,6kg. Exactamente o mesmo peso que no meu dia de anos. E que na última vez que me tinha pesado.

A seguir, pus a família toda em cima da balança (à vez, claro); e concluí que a mesma não está avariada, não senhora - todos engordaram menos eu! Deve ser um milagre.

Milagre ou não, vamos lá viver um dia de cada vez no que à alimentação diz respeito. Hoje almocei sopinha e um bocadinho (mesmo só um bocadinho, porque não me apeteceu mais) de arroz de camarão e salada de tomate. O jantar foi mais sopinha e dois rolinhos de ovo com salsicha:


Ao longo do dia fui comendo fruta. E bebi água. Não faço promessas nem crio expectativas. É mesmo um dia de cada vez, sem compromissos nem objectivos. Senão, lá vou eu entrar em stresse e estragar tudo.

O primeiro dia do primeiro mês do ano

Há um mês atrás, precisamente no dia 1 de Dezembro, escrevi este post. 4 dias depois, escrevi este. E hoje venho fazer o "balanço" deste último mês! Vamos lá por pontos, que é mais fácil:

Família: Mandei a família menos chegada pastar e passei um Natal muito mais tranquilo, sem me chatear nem entrar em stresse. Se eles não gostaram? Pois é provável, mas cheguei a um ponto da minha vida (e da minha saúde mental) que quero lá saber dos outros.

Poupança: Não poupei devido a despesas inesperadas (como sempre), mas pelo menos consegui chegar ao fim do mês sem dever nada a ninguém e com comida em cima da mesa. Comemos fora uma única vez, porque o marido insistiu e foi ele que pagou do bolso dele - temos contas bancárias separadas para as despesas da casa e dos filhos e para as nossas despesas pessoais, assim ninguém se chateia!

Mudanças no blog: Estão pensadas e estruturadas, agora preciso é de perceber se quero mesmo implementá-las; por um lado quero, por outro tenho receio de desistir a meio e acabar por ser mais um assunto inacabado por estas bandas.

Sobre o crochet: Terminei a mantinha que tinha em mãos e fiz 7 presentes de Natal (entre golas e cachecóis) só com fios que já tinha em casa. Ainda não encontrei um projecto que me deslumbre e me permita acabar com tantos fios diferentes, mas não perdi a esperança!

Organização e destralhamento: Dei destino a mais de 60 sacos de coisas que já não nos interessavam (perdi a conta a partir dos 60, mas foram mais uns quantos!); consegui organizar minimamente a cozinha, o meu quarto, incluindo roupeiro e cómoda, o quarto do meu filho, também incluindo roupeiro e cómoda, a sala, a entrada e um wc que é/era usado como arrecadação. Não cheguei ao escritório nem ao quarto da minha filha, mas esses já foram bastante destralhados quando pintámos a casa, por isso não estou nada preocupada.

Concluindo, acho que tive um dos melhores meses de Dezembro da minha vida. Aprendi que funciono muito melhor se não quiser ser perfeita; aprendi que há espaço (e tempo) para respirar; aprendi que, desde que não fique parada a ver os dias passarem, as coisas podem ser feitas; aprendi que gosto muito de planificar os meus dias e ter tudo escrito, para não me perder e não perder tempo; aprendi que tudo isto só depende de mim.

Aprendi também que vocês estão aí e que são uma enorme força motivadora; e que, se precisar de soltar umas lágrimas, os vossos abracinhos virtuais podem fazer toda a diferença. Por isso (e prometo que vou parar com os agradecimentos, que também já devem enjoar),

OBRIGADA!!!!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

26 de Agosto de 2014

Afinal, tomei uma resolução para 2015. Mas para a perceberem, resolvi publicar aqui um texto que escrevi no dia a seguir ao meu aniversário em 2014. Aviso já que é longo, bastante longo; e chato; e melancólico; e um disparate; e mais vale passarem à frente.

"26 de Agosto de 2014

Dia do meu aniversário. 40 anos, 4 décadas de vida. Acordo pouco antes das 8h da manhã, com o som de um camião a entrar demasiado depressa na rua onde moro. Encolho-me toda na cama, enquanto penso que é desta que vou ficar sem carro, porque o camião vai chocar contra ele. Fico à espera e sinto que o camião trava bruscamente. Boa, o carro safou-se. Relaxo os músculos e deixo-me ficar na cama por mais alguns minutos.

Levanto-me pelas 8h20m e dou conta da minha única resolução para este dia: encarar a balança e a fita métrica. Sempre fui gorda. Já por várias vezes tentei perder algum peso. Numa delas consegui, despachei 18 kgs! Mas a mente atraiçoa-me sempre e entretanto já recuperei os quilos perdidos e ainda lhes juntei mais alguns. Efeitos de não conseguir lidar com o facto de deixar de trabalhar e da depressão que se instalou.

Peso-me, meço-me e assusto-me. A balança marca 91,6kg. A fita métrica mostra-me uma cintura descomunal (ou melhor, inexistente, já que se confunde com a barriga). É desta. É desta que tenho de começar a prestar atenção a mim própria. E é com este pensamento que me dirijo até à cozinha.

Tomo o pequeno-almoço, coisa que não costumo fazer: uma taça de iogurte grego magro com muesli. De seguida, um café e um cigarro. E penso que, além de perder peso, também tenho que deixar de fumar. Mas isso... Fica para outra altura.

Ontem pesquisei vídeos de exercícios na internet. Penso em começar, mas fico-me pelo pensamento. Vejo as notícias da manhã na tv e entretanto acorda o filho. Está eufórico, do alto dos seus 5 anos. Dá-me os parabéns no meio de muitos abraços e miminhos. Fica sério e diz que não tem nenhuma prenda para mim. E eu digo-lhe, com um sorriso, que não faz mal - bastam os seus miminhos, os beijinhos, os abracinhos. Ele agarra-se outra vez a mim, com mais parabéns e abracinhos. Dou-lhe o pequeno-almoço.

Entretanto, acorda o marido. Tomamos outro café, fumamos outro cigarro. Decidimos não fazer nada de especial, não há dinheiro nem vontade. Ele vai ao centro de saúde marcar uma consulta. Eu continuo na cozinha, a ver tv, metida com os meus pensamentos. Só sei que hoje não quero cozinhar nem aborrecer-me. O filho entra na cozinha e pergunta pelo bolo de anos. Eu respondo que não vai haver bolo, porque eu não ligo nenhuma ao dia dos meus anos. Ele fica triste, mas não reclama. Já ei fico com uma sensação de culpa enorme.

Abro o frigorífico e está lá uma massa quebrada. Acabo por ceder e faço uma tarte de laranja com merengue.

Chega o marido. Outro café, outro cigarro. Penso outra vez que devia ir fazer algum exercício. Em vez disso, enfiamo-nos os dois na cama, a ver tv. Ele adormece. Eu começo a achar que este é um dia de aniversário muito estúpido, mas enfim.

Chega a hora do almoço. Eu mantenho-me fiel à minha ideia inicial e nem me mexo. Ele lá se resolve a ir buscar um frango assado. Almoçamos. Comemos uma fatia de tarte cada um como sobremesa. O telemóvel toca quando estamos à mesa e nem me levanto, não ligo nenhuma. Já sei que ou é o meu pai, ou é o meu irmão. Mais ninguém se lembra que é o meu aniversário. E mesmo assim... O meu pai lembra-se porque a agenda lhe diz. O meu irmão lembra-se porque o pai lhe telefona a lembrar.

Depois do almoço, eles os três (marido, filha e filho) atrelam-se aos computadores. Podíamos ir à praia, mas está vento. Eles aproveitam-se da desculpa para não perderem uma tarde no computador. Eu rendo-me, que remédio. Passeio pelos blogs, pelo Pinterest. Não vou ao Facebook há meses e assim pretendo continuar. Estou farta das hipocrisias dos supostos "amigos". Acabo por agarrar neste caderno e começar a escrever, sem rumo. Mais uma vez penso que devia começar a fazer algum exercício. Quem sabe, o dia ainda não acabou. A ver vamos.

Perto das 17h desço. Vou à cozinha, mais um cigarro. Penso outra vez no exercício, mas em vez dele como um gelado. Sinto-me culpada e atiro-me às bolachas, enquanto a culpa aumenta exponencialmente. O marido desce também para fumar. Pergunta-me o que quero fazer, eu encolho os ombros. Irrita-me esta postura dele, de empurrar todas as decisões para mim. Ficamos neste impasse alguns minutos, até que resolvo ir deitar-me, descansar a cabeça que já dói, talvez até fechar os olhos.

19h30m. Levanto-me, a cabeça melhorou. Na cozinha, café e cigarro. Vejo o My Kitchen Rules, na Fox Life. Jantar? Pão com frango desfiado e ovos mexidos. Aguentem-se, porque eu cá tive um dia de anos de cão. No final, mais uma fatia de tarte, mais um café, mais um cigarro. Ele arruma a cozinha. Pelo meio, chateio-me com a filha, que me dá uma resposta torta e arrogante, como se tivesse o rei na barriga e o mundo inteiro girasse à volta dela.

Subo. Para não passar o serão a magicar em tudo isto, resolvo fazer uma bolsinha em crochet. Fica gira, muito gira. Mas não faço ideia para que é que vai servir. Aliás, como quase todas as outras coisas que já fiz. E todas as que ficaram a meio também.

Neste final de serão de dia de aniversário, percebo aquilo que já sabia há muito: estou só, isolada, triste, deprimida. O telefone tocou duas vezes em todo o dia - o meu pai e o meu irmão. Apenas porque é de praxe dar os parabéns e o telemóvel avisa. Não me vesti. Não saí de casa. Não comemorei. Um dia igual a todos os outros. Doeu. Doeu muito. Não que eu ligue ao aniversário, mas custa-me ser invisível aos olhos daqueles a quem já dei tanto (incluindo amigas que já não o são,  porque deixei de ser interessante quando deixei de trabalhar).

Paciência. Amanhã será um outro dia, provavelmente igual a hoje."

Se por acaso houver por aí alguma resistente que tenha tido a coragem e a paciência de ler este chorrilho de disparates, informo que este texto foi escrito na minha pior fase. Que, felizmente, já passou.  E a minha resolução para 2015 é simples:

NÃO ME PERMITIR VOLTAR A SENTIR-ME ASSIM. NEM QUE TENHA QUE 
PASSAR COM UM TRACTOR POR CIMA DE ALGUÉM
 (metaforicamente falando, claro)